domingo, 29 de julho de 2012

A bela e histórica Picardia

A região norte da Picardia é composta de 3 departamentos, Somme, Aisne e Oise.  É um local ideal para pausas de fim de semana. Picardia é conhecida pelos seus vales, prados e bosques verdejantes.Ela é uma área com uma história muito rica. Foi nesta parte da França que foram travadas algumas das batalhas mais famosas da história francesa e européia.



Amiens:  Uma das melhores catedrais góticas medievais da França.


Castelo de Chantelly: Magnífico castelo reconstruído no século 19. O castelo abriga um museu e está situado em meio a jardins e parques e inclui uma famosa pista de corridas. Com excessão do Castelinho, contruído no século 16 por Jean Bullant, o atual castelo é uma reconstrução do século 19 do arquiteto Honoré Daumet para o último filho do rei Louis-Philippe 1, Henri d'Orleans, Duque de Aumale (1822-1897), que instalou suas coleções de pinturas, desenhos e livros raros.



Laon: Antiga cidade murada. Está localizada em cima de uma colina com vista para as planícies ao redor.  Nela se localiza uma Catedral em estilo gótico com notável vitrais




Memorial Thiepval: Monumentos às vítimas da Primeira Guerra Mundial, principalmente a batalha do Somme. Nesta batalha, em apenas um dia em 1916, 21.000 mortos e 36.000 feridos, apenas entre as tropas britânicas! De julho a outubro de 1916, 1.100.000 pessoas morreram nesta batalha entre alemães, franceses e britânicos.




quarta-feira, 18 de julho de 2012

Conheça melhor a barata

Já lhe aconteceu de achar antipática uma pessoa que acabou de conhecer e depois mudar seu conceito depois de conhecê-la melhor? O conceito que muitos têm da barata não é muito favorável. Muitas vezes terminaram esmagadas pela sola de nossos sapatos. Apesar de existir pessoas que amam as baratas. Mas de qualquer forma, a barata é um inseto muito interessante. Veja alguns fatos sobre ela:

As baratas têm uma grande capacidade de se proliferar, devido a falta de inimigos naturais e a capacidade de adaptar-se e proteger-se. Até que isso não é uma novidade visto que quando menos esperamos, elas surgem do nada. Mas o que impressiona é a sua capacidade de reprodução. Certo tipo de barata pode gerar até 100.000 descendentes em apenas um ano. A fêmea produz sete ootecas ou casulos durante sua vida média de 140 dias. Cada ooteca pode conter 48 ovos. Se tudo ocorrer bem com as baratinhas e elas produzirem a mesma quantidade de ovos, logo teremos uma grande família de baratas.

Por falar em família, as baratas parecem que vivem muito bem em família. Já foi observado baratas adultas carregarem suas baratinhas nas costas. Quando chega a hora de deixar a cápsula do ovo podem contar com a mãe barata atenta que as ajuda a saírem. E após a eclosão do ovo permanecem juntas e recebem a atenção da mãe que com instinto maternal as cria. Por isso, não é raro encontrar numa colônia de ninfas, ou insetos jovens, baratas mais velhas.

As baratas comem tudo o que nós comemos e muito mais. Couro, pêlos, papel de parede e carcaças de animais. Tome cuidado com seus livros, pois elas podem comê-los também. Não que elas sejam comilonas. A cola de apenas um selo postal é suficiente para alimentar uma dúzia delas por uma semana.

Elas não são muito chegadas a uma limpeza. Ambientes imundos e sujos fazem a alegria delas. Mas mesmo lugares mais limpos possíveis podem ficar infestados de baratas. O que não pode faltar é água. Por isso é mais comum encontrá-las na cozinha e no banheiro.

As multifuncionais antenas da barata realizam funções de tato, paladar e olfato para ela. Se você já correu atrás de uma barata para tentar esmagá-la deve ter notado que elas são bem rápidas. Onde essas criaturas aprenderam a correr desse jeito? A resposta está naqueles pêlos nos lados do abdômen que captam o mais leve deslocamento de ar e também de onde vem. Ela conta também com um sistema nervoso extremamente eficiente que lhe permite reagir num centésimo de segundo. Em um segundo ela já poderá ter percorrido um metro e mudado de direção mais de 25 vezes sem diminuir a velocidade.

Se por acaso a barata perder a sua cabeça (não sei se isso acontece com muita freqüência) ela poderá viver por mais de um dia. O suficiente para depositar seus ovos num lugar seguro. E alguns tipos podem viver até seis semanas sem nenhum alimento ou água.




Talvez seu conceito sobre a barata tenha mudado um pouco depois de saber desses fatos. Mas é bom não tê-la como hóspede em sua casa visto que pode transmitir doenças. Como deixar a casa livre de baratas? Segue umas dicas:

- Como elas gostam de sujeira, manter a casa limpa já é um bom começo. Dê atenção especial à cozinha, inclusive nos espaços em volta e embaixo de fogões, armários e refrigeradores.

- As baratas se escondem em rachaduras, por isso limpe com freqüência todos os esconderijos possíveis — tais como rachaduras e gretas no piso, nos tampos de armários e respiradouros. Quando possível, vede com massa as rachaduras e gretas na cozinha e nos banheiros.

- Não deixe lixo acumulado.

- Guarde os alimentos em recipientes bem vedados.

- Limpe imediatamente qualquer migalha ou liquido que cair no chão.

- Ao trazer sacolas e recipientes para dentro de casa examine-as para ver se não trazem insetos ou ovos deles.

- Lembre-se que as baratas precisam mais de água do que de alimento. Então controle e elimine qualquer vazamento. Além disso não deixe louça suja de um dia para o outro.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Qual a importância dos ossos para a saúde e o vigor do corpo?

O osso tem sido admirado pela sua força tênsil, , compressiva e elástica. O corpo humano adulto é formado por vários ossos, no total 206. O maior osso é o fêmur, na coxa, e o menor é o estribo, no ouvido. Assim como uma armação de aço sustenta um arranha-céu os ossos fornecem a estrutura do nosso corpo. Os ossos nos ajudam de muitas maneiras. Nos ajudam a mover-nos e fornecem apoio quando estamos em pé ou sentados. Os ossos, junto com os músculos, as cartilagens e articulações podem conferir a um corpo saudável um impressionante grau de flexibilidade e uma variedade de movimento, como podemos ver no caso dos atletas de ginástica.





Os ossos servem também para proteger órgãos do corpo. Os ossos do esqueleto do corpo humano pesam 9 quilos, mas são fortes como barras de ferro, protegendo o cérebro, coração e os pulmões, além de ancorar os músculos.

Os ossos achatados do crânio, das costelas, do esterno e da pélvis contêm medula vermelha, ou ativa. A medula vermelha desempenha importante papel na formação do sangue. Produz os glóbulos vermelhos do sangue, que transportam o oxigênio, os importantes agentes de coagulação, chamados plaquetas, e grande porcentagem de glóbulos brancos, que servem primariamente para o combate a infecções. Isso enfatiza a importância dos ossos sobre a saúde e o vigor da pessoa.



Os ossos são duros e fortes mas flexíveis na medida certa, e assumem vária formas. 80% da massa total de um esqueleto adulto é formada por uma uma camada externa dura chamada de osso compacto. Esta camada dá ao osso sua cor branca. O interior do osso é chamado osso esponjoso. Embora o tecido esponjoso represente apenas os restantes 20% da massa óssea total, é leve e poroso, e constitui-se a maior parte do material ósseo. O tecido esponjoso no interior do osso permite espaço para os vasos sangüíneos e da medula.


Para manter os ossos fortes é necessário uma boa alimentação, exercícios regulares, cálcio e vitamina D. Alimentos ricos em cálcio, como leite , queijo, iogurte e legumes, devem fazer parte da nossa dieta diária, assim como os exercícios devem fazer parte da nossa rotina diária. Seus ossos vão agradecer se você não fumar, pois o fumo prejudica a absorção do cálcio e vitamina D. E não devemos esquecer-nos de tomar um pouco de sol pois ele ajuda o corpo a absorver vitamina D.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

As montanhas Velebit da Croácia

Velebit é a maior cadeia de montanhas da Croácia e faz parte de uma cadeia montanhosa maior, os Alpes Dináricos.  As montanhas de Velebit se estendem em forma de arco ligeiramente dobrado ao longo da costa do Mar Adriático na direção noroeste-sudeste, entre passagem Vratnik e o vale do rio Zrmanja.  As montanhas são de aproximadamente 145 km de comprimento, sua largura variando entre 30 km nas regiões do norte a 10 km em suas partes do sul.        

                                    
Em suas partes ocidentais, a cadeia montanhosa Velebit aumenta acentuadamente a partir do mar, dominando a paisagem. Rumo ao leste, as suas encostas descem mais suavemente no planalto de Lika, situado entre 425 a 600 metros acima do nível do mar. O pico mais alto das Montanhas Velebit é Vaganski vrh (1757 m de altitude) no Parque Nacional Paklenica. Nessa cadeia de montanhas vemos cânions, rios cársticos com travertino (Zrmanja, Krupa), nascentes cársticas, lagos e abismos. Fenômenos cársticos subterrâneas são igualmente diversas e interessantes, poços profundos, cavernas, lagos subterrâneos e as nascentes submarinas ("vrulje") estão entre os mais interessantes.

As montanhas em si são escassas em água. Nascentes e cursos de água superficiais cársticas são raros, especialmente nas partes norte e central.  Apesar de que, no interior do maciço Velebit existem enormes reservas de água doce.  Rios no lado continental de Velebit (em primeiro lugar Lika e Gacka), desaparecem no subterrâneo mesmo em frente do maciço Velebit, encontrando seu caminho através dela em direção ao Mar Adriático. Lá, eles surgem novamente.

Na área Velebit cerca de 90 diferentes tipos de habitat, de acordo com a classificação CORINE. Podem ser distinguidos, cerca de 20 deles no Parque Nacional Paklenica sozinho. Isso é cerca de 70% de todos os tipos de habitats encontrados na Croácia. A característica mais notável das Montanhas Velebit é a presença das "duas faces diferentes" - um nas encostas do litoral do Adriático e uma nas encostas continentais. As diferenças entre eles pode ser observado na variedade de recursos - vegetação, habitats e espécies, bem como nos hábitos das pessoas que vivem lá. 

Por causa de seus vários valores naturais, as Montanhas Velebit vem atraindo a atenção dos cientistas nacionais e internacionais e especialistas, por um longo tempo. Primeiras tentativas oficiais para proteger a área datam do final dos anos 20 do século passado. Naquela época, as florestas de Štirovaca e Paklenica foram declaradas como parques nacionais. De acordo com a lei, este estatuto deveria ter sido reafirmada em uma base anual.  Como não foi, ambas as áreas perderam o seu estatuto de proteção. Após a Segunda Guerra Mundial, em 1949, o Parque Nacional Paklenica foi criado na zona sul de Velebit, onde há dois canyons impressionantes (de Velika e Paklenica Mala). O reconhecimento internacional foi expressa em 1978, quando toda a montanha tornou-se uma Reserva da Biosfera, no âmbito humano da UNESCO e do Programa Biosfera (MAB).  Depois disso, as montanhas foram declaradas Parque Natural, as suas fronteiras mais ou menos correspondentes aos da Reserva da Biosfera. Para resumir, tanto Paklenica e Sjeverni Velebit National Park estão situados dentro das fronteiras do Parque Natural Velebit, que compreende quase toda as montanhas Velebit, e é uma Reserva da Biosfera no mesmo tempo.  Há também uma série de outras pequenas áreas protegidas de estatuto diferente, dentro dos três parques.  


Através da história, atividades econômicas tradicionais nas Montanhas Velebit tem sido a criação de gado, em primeiro lugar, e silvicultura. Devido à escassez de terras aráveis, a agricultura nunca teve um papel muito importante. Ao longo da costa, a pesca era uma importante atividade.  Não há grandes plantas industriais na área, nem mesmo hoje.  Nas últimas décadas, o turismo se desenvolveu e tornou-se importante fonte de renda na área costal. 


Por causa do clima rigoroso, nas partes superiores do Velebit nunca houve assentamentos permanentes.  Existem inúmeros poços e nascentes, moinhos d'água, objetos sacros, trilhas tradicionais e "mirila" - estes são pedras especialmente dispostas ao longo das trilhas Velebit tradicionais, onde as pessoas costumavam descansar um pouco.


sábado, 16 de junho de 2012

Imagens incríveis do Universo

Nebulosa olho de gato ngc 6543


                                                                NGC 1313
UGC10214


NGC6621


IZWICKY18


NGC2440


RCW49


NGC6826


sábado, 2 de junho de 2012

Camada de ozônio - o que é - porque é importante à vida

O ozônio é uma molécula contendo três átomos de oxigênio. É de cor azul e tem um odor forte. O oxigênio normal que respiramos, tem dois átomos de oxigênio e é incolor e inodoro. O ozônio é muito mais raro do que o oxigênio normal. De cada 10 milhões de moléculas de ar, cerca de 2 milhões são de oxigênio normal, mas apenas 3 são de ozônio.


O ozônio é encontrado principalmente em duas regiões da atmosfera da Terra. A maior parte (cerca de 90%) reside em uma camada que começa entre 10 e 17 quilômetros acima da superfície da Terra e se estende até cerca de 50 quilômetros. Esta região da atmosfera é chamada de estratosfera. O ozônio nesta região é conhecida como a camada de ozônio. O ozônio restante está na região inferior da atmosfera, o que é normalmente chamado troposfera e é a região onde vivemos.



No entanto, mesmo essa quantidade pequena de ozônio desempenha um papel chave na atmosfera. A camada de ozônio absorve uma parte da radiação do sol, impedindo-a de atingir a superfície do planeta. Mais importante, ele absorve até 99% da luz ultravioleta chamada UV. UV tem sido associada a muitos efeitos nocivos, incluindo vários tipos de câncer de pele, catarata e danos a algumas formas de vida marinha.


A quantidade de ozônio estratosférico não é fixa. Em vez disso, é variável, aumenta de acordo com o aumento da intensidade da radiação UV. Portanto, a camada de ozônio é um escudo versátil e eficiente. Mas a camada de ozônio não bloqueia a radiação vital a vida, como por exemplo, o calor e a luz visível.

 

No entanto essa camada protetora tem sido ameaçada por elementos químicos produzidos pelo homem. Mais de 60 anos atrás os cientistas descobriram uma substância considerada milagrosa, os clorofluorcarbonos ( CFCs ). Com o tempo os CFCs foram usados nos mais variados produtos, não só em refrigeradores, como também em aerossóis, aparelhos de ar condicionado, produtos de limpeza e na fabricação de embalagens e de outros produtos de isopor. O problema é quando os CFCs vazam dos condicionadores de ar abandonados, dos copos de isopor amassado e assim por diante. Os CFCs são muito estáveis e não se dissolvem em chuva. Assim, não existem processos naturais que removem os CFCs da baixa atmosfera. Todos estes compostos têm tempo de vida na atmosfera suficiente para lhes permitir ser transportado lentamente por ventos para a estratosfera. Lá os CFCs são desintegrados ao serem expostos à radiação UV forte. Quando isso acontece, a molécula de CFC libera cloro atômico. Um átomo de cloro pode continuar na atmosfera por mais de um século e destruir cerca de 100.000 moléculas de ozônio. O resultado é a destruição do ozônio mais rápido do que é naturalmente criado.


Durante cinqüenta anos, a quantidade de CFCs presente na alta atmosfera teve um aumento constante até o ano 2000. Desde então, as concentrações de CFCs têm diminuído quase um por cento ao ano. Essa diminuição sugere que o buraco na camada de ozônio poderia fechar por volta da metade deste século.

                         
O ozônio é um gás que protege a vida na Terra, mas somente se ele estiver no lugar certo - na estratosfera. Na troposfera o ozônio é prejudicial à saúde. Os humanos produzem enormes quantidades de hidrocarbonetos, por exemplo, na queima de gasolina dos carros. A luz solar atua sobre tais hidrocarbonetos, produzindo o ozônio.


Mesmo concentrações muito baixas de ozônio podem ser prejudiciais para o trato respiratório superior e os pulmões. A gravidade da lesão depende tanto da concentração de ozônio e como da duração da exposição.

Não seria o caso então de mandar o ozônio lá pra cima? O problema é que o ozônio é muito instável e se desintegra bem antes de chegar à estratosfera. Já foram imaginados projetos incríveis para transportar o ozônio usando aviões e mísseis. Mas esses projetos seriam financeiramente inviáveis. Então a solução parece mesmo ser a de não destruir o ozônio lá em cima e não produzi-lo aqui em baixo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Os poderes de cura dos venenos



O que jararacas, lagartos, escorpiões e caramujos têm em comum? Seu veneno, que pode matar - ou salvar a sua vida.

Topar com uma víbora não é uma experiência muito agradável. Elas são venenosas, podem crescer vários metros de comprimento e atacará você antes mesmo que perceba. Se deparar com uma destas criaturas não seria bom para o coração de ninguém, por isso é irônico que o veneno da jararaca nos deu uma droga usada para tratar a pressão arterial elevada.

De fato, as misturas de produtos químicos tóxicos que chamamos de venenos têm uma longa história como tratamentos médicos. De sapos venenosos até tarantulas venenosas, animais peçonhentos fornecem ingredientes para medicamentos tradicionais ao redor do mundo. Improvável que pareça, os venenos tem muitos dos atributos de que um bom medicamento necessita.

No entanto, a medicina ocidental teve dificuldades de lucrar com esse patrimônio natural. Em 1981, o captopril, uma droga baseada em veneno de jararaca, se tornou a primeira droga derivada de veneno a ser aprovado pela Food and Drug Administration EUA. Nas duas décadas seguintes empresas farmacêuticas produziram um gotejamento lento de outras de tais drogas. Agora, no entanto, este fio tende a se transformar em um fluxo constante de pesquisa do veneno de animais que entra na era da genômica, tornando o trabalho de peneirar coquetéis tóxicos para potenciais curas em um processo de alto rendimento. Como resultado, os medicamentos derivados de substâncias tóxicas de animais é um dos mais promissores produtos farmacêuticos.

Drogas: Xen2174
Fonte: caracol Cone

Atuação: Dor severa
                               

Nem todas as conchas bonitas são inofensivoas. Pegue uma concha contendo um caracol vivo e vai ter que se proteger do seu ferrão. O resultado pode ser fatal. No entanto, o pesquisador de venenos Richard Lewis e sua equipe da Universidade de Queensland em Brisbane, Austrália, buscam essas criaturas ao longo da Grande Barreira de Corais. "Eles são um desafio para apanhar", diz ele, mas vale a pena a busca. Esses caracóis produzem uma vasta gama de potenciais medicamentos.

O veneno de caracol Cone está fornecendo um terreno de pesquisa para complementar a pesquisa mais tradicional do veneno de serpente. Considerando que o veneno de serpentes tendem a alvejar o sistema cardiovascular, os caracóis do cone preferem se desligar do sistema nervoso de suas presas. Isso significa que eles têm um grande potencial como analgésicos.

Droga: SHK
Fonte: Anêmona do Mar 
Atuação: Doenças auto-imunes

Nas águas quentes e rasas do Mar do Caribe, em especial nos recifes de coral ao redor de Cuba, vive uma espécie de anêmona chamado Stichodactyla helianthus. No início de 1990 um grupo de pesquisadores cubanos em uma expedição de mergulho coletou algumas amostras para analisar as suas toxinas. Descobriram um composto que gerou uma droga experimental, SHK, que está prestes a passar por testes clínicos para o tratamento de esclerose múltipla. Também tem potencial para tratar uma vasta gama de doenças auto-imunes, incluindo a diabetes tipo 1 e artrite reumatóide.
Doenças auto-imunes surgem quando o sistema imunológico erroneamente decide que um dos próprios tecidos do corpo é uma ameaça e começa a atacar. Em muitos casos o dano é causado por um grupo particular de células do sistema imunológico chamada memória efectora células-T. Estes possuem um canal iônico exclusivo chamado de canal de potássio Kv1.3 sem o qual não pode funcionar, e é neste canal o alvo da SHK. "SHK coloca a rolha na garrafa", diz Ray Norton da Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália, que esteve envolvido no projeto desde 1996. "Na presença do nosso composto, as células ficam imobilizadas, murcham e morrem."
Estudos em animais de esclerose múltipla têm sido um sucesso, e a versão mais recente do composto está prevista para começar testes clínicos em humanos em meados de 2012.

Exatamente o que um tal composto está fazendo na anêmona do mar em primeiro lugar é uma questão em aberto. Possivelmente ele age para atordoar os peixes que eles comem. A função do ion do canal pode variar significativamente de espécie para espécie, e o papel do canal iônico em peixes poderia ser muito diferente de seu papel em nossos corpos.

                                                                                  
Droga:Captopril
Fonte: Jaraca
Atuação: Hipertensão

Como o mortal veneno da víbora funciona como uma droga? É tudo uma questão de quantidade. "Todo medicamento também é um veneno - o efeito depende da dose", diz Bryan Fry, que pesquisa animais peçonhentos na Universidade de Queensland em Brisbane, Austrália.

O uso do veneno da jararaca está intimamente ligada com a descoberta do modo como o corpo regula a pressão sanguínea. No final dos anos 1960, esse mecanismo ainda era um mistério. Entre aqueles que trabalharam para entender estava John Vane, um farmacologista no Colégio Real de Cirurgiões da Inglaterra. A descoberta veio quando um pesquisador brasileiro de pós-doutorado, Sérgio Ferreira, entrou no grupo de Vane. Ferreira estava estudando o veneno de uma jararaca nativa do Brasil, Bothrops jararaca, e ele trouxe uma amostra com ele. A equipe descobriu que um péptido tóxico no veneno poderia inibir seletivamente a ação da enzima conversora de angiotensina (ACE), um produto químico suspeito desempenhar um papel na regulação da pressão arterial.
Na década a seguir, o papel da ACE no aumento da pressão arterial através do controle da libertação de água e sais a partir dos rins tornou-se claro - assim como o valor terapêutico de bloqueá-lo. Captopril, um análogo sintético do peptídeo do veneno de cobra, foi feita pela primeira vez em 1975, e chegou a clínica apenas seis anos mais tarde. Foi membro fundador do que hoje é uma família de drogas inibidoras da ACE.

A maioria dos medicamentos derivados do veneno aprovado desde captopril também se originou das serpentes, principalmente porque venenos de serpentes são os mais fáceis de trabalhar. Comparado com um escorpião ou uma aranha, por exemplo, cobras produzem um vasto volume de veneno, tornando-os mais fáceis de analisar. O veneno de cobra também é um coquetel muito mais simples do que a produzida por muitos outros animais. Veneno de aranha pode conter mais de 1000 peptídeos, enquanto que o veneno de uma serpente pode conter apenas 25.


Drogas: Cobratoxin Cobrotoxin,
Fonte: Cobra

Atuação: A esclerose múltipla, HIV

O veneno de cobra tem um lugar em várias antigas tradições médicas. Já em 1930 os farmacêuticos ocidentais começaram a testar o veneno de cobra como um tratamento para doenças desde asma a esclerose múltipla. Mas nos últimos anos, técnicas modernas de espectrometria de massa para alto rendimento tornaram a vida mais fácil. Os químicos podem escolher e identificar os componentes específicos do veneno com efeitos benéficos, eliminando alguns efeitos colaterais desagradáveis e tornando todo o processo mais seguro.
Um desses componentes é agora uma promessa para o tratamento de esclerose múltipla. Muito o que desencadeia a esclerose multipla permanece desconhecida. O que está claro, porém, é que o sistema imunológico do corpo começa a atacar a camada isolante que protege as células nervosas, causando danos que podem progressivamente prejudicar a função sensorial, cognitivo e de movimento. Trazer o sistema imunológico de volta ao equilíbrio revelou-se muito difícil, mas um peptídeo do veneno de cobra chamado cobratoxin pode ser a resposta.

No ano passado, com sede na Flórida a empresa ReceptoPharm teve uma patente aprovada para uma versão do cobratoxin quimicamente modificado para remover a sua toxicidade. A empresa alega que seu peptídeo modificado parou o desenvolvimento de esclerose múltipla em 90 por cento dos ratos de laboratório. O peptídeo parece estimular a liberação de uma molécula mensageira chamada interleucina-27 trazendo a atividade imunológica de volta para baixo em direção a níveis normais. ReceptoPharm está planejando ensaios clínicos para avaliar a eficácia do composto em seres humanos.

Enquanto isso, uma molécula relacionada chamada cobrotoxin tem se mostrado promissora no tratamento de HIV. Uma versão modificada da toxina parece impedir a propagação do vírus por bloqueio dos receptores na superfície das células do sistema imunológico do corpo - os mesmos receptores que o vírus de outra forma, agarram-se antes de infectar células do sistema imunológico do corpo.

Droga: Chlorotoxin  
Fonte: Escorpião  
Atuação: Câncer   

O veneno radioativo do escorpião pode parecer o material que um vilão de história em quadrinhos usaria. Na verdade, é uma droga anti-câncer experimental em ensaios clínicos. O veneno em questão vem de um tipo de escorpião (Leiurus quinquestriatus), nativo do norte da África e do Oriente Médio cujo aguilhão pode ser fatal.
Dentro desse aguilhão fica um péptido chamado chlorotoxin, o que tem uma propriedade incomum – combater as células cancerígenas, ignorando o tecido saudável. Esta abordagem tem sido investigada por TransMolecular, uma empresa sediada em Cambridge, Massachusetts, como uma maneira de tratar glioma, uma forma de câncer no cérebro.

Mais recentemente, tornou-se o ingrediente chave em uma ferramenta experimental cirúrgica chamado Tumor Paint. Quando chlorotoxin é marcado com um corante fluorescente, vai iluminar um tumor - um truque que torna o trabalho do cirurgião mais fácil, ajudando a identificar o crescimento do câncer e garantir que todas as células cancerígenas são removidos e o tecido saudável poupado.

                                                                                        
Droga: A exenatida (Byetta)
Fontre: monstro de Gila

Atuação: diabetes tipo 2

Uma mordida de um monstro de gila realmente vai mexer com seu metabolismo. Felizmente, estes lagartos, encontrados nos desertos do sudoeste dos EUA, são grandes e pesados e maior parte dos humanos pode facilmente ultrapassar-los. No entanto, a cada ano um punhado de pessoas chegam perto o suficiente para descobrir que a mordida do monstro de gila libera um cocktail de produtos químicos doloroso que causa febre, náuseas e desmaios - e pode até mesmo induzir um ataque cardíaco.


Contudo, dentro do veneno encontra-se um composto muito útil. Chamado exendina 4, ele aciona no corpo a liberação da insulina. Este efeito faz com que seja ideal para o tratamento de diabetes tipo 2, uma condição na qual insuficiente insulina é produzida para manter os níveis de glicose sob controle. Uma versão sintética da exendina 4, chamada exenatida, foi aprovada como uma droga anti-diabetes, pela Food and Drug Administration EUA em 2005. Agora, o composto está sendo investigado também por suas propriedades anti-obesidade, uma vez que também retarda o esvaziamento gástrico, reforçando a sensação de saciedade após as refeições.
Como se vê pesquisas com venenos de animais tem sido muito proveitosas nos esforços de encontrar tratamentos para as mais variadas doenças. Isso é um forte motivo para preserver a biodiversidade.



Referência: sciencenews
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