sexta-feira, 13 de abril de 2012

A beleza escondida das cavernas de Postojna

Na cidade de Postojna, na Eslovênia, se localiza um sistema de cavernas que está entre os maiores da Europa. Suas passagens e grutas percorrem 20 KM pelo planalto de calcário que se estende por uns 50 quilômetros para o interior a partir do mar Adriático, entre os Alpes Julianos e Dináricos. 




Nos últimos 188 anos mais de 31 milhões de pessoas visitaram as cavernas de Postojna



Dentro das grutas chama à atenção as estalactites e as estalagmites com suas cores vivas e formas bizarras. Como se fossem jóias cintilam como se ali tivessem sido incrustados diamantes, enquanto outras irradiam tons quentes de ocre e ferrugem




As cavernas de Postojna são apenas um dos muitos sistemas de grutas na região. Perto dali, as cavernas de Škocjan, que foram tombadas como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1986, são especialmente notáveis. Os visitantes desse sistema de cavernas ficam assombrados com a imensidão das proporções das grutas e dos canyons. São os maiores da Europa. Por exemplo, uma parte do sistema tem 300 metros de extensão, 100 metros de largura e 110 metros de altura!


 


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Imagens do nosso planeta Terra

Lago de Todos Los Santos e vulcão Osorno, Chile.

Lago Garda, o maior lago da Italia.


Ponte Vasco da Gama, Portugal



Cerejeiras, Yoshino, Japão.



Grande Barreira de Corais, Austrália.

 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Abalone - A engenharia envolvida numa concha


Já observou quão fácil é quebrar um pedaço de giz? Tente agora, porém, quebrar a concha da orelha-do-mar vermelha, ou abalone. As probabilidades são de que precisaria de um martelo para quebrá-la. Todavia, a concha da orelha-do-mar se compõe da mesma matéria-prima que o giz — carbonato de cálcio. A concha é apenas construída de forma diferente. Tão diferente, de fato, que ela é cerca de 40 vezes mais resistente a fraturas que um pedaço de giz.

Como é que a orelha-do-mar consegue este feito de engenharia? Cientistas desvendaram alguns dos segredos deste molusco marinho. A orelha-do-mar utiliza sua única concha redonda como parede protetora contra o mundo exterior. Para fortificar-se, a concha cresce em camadas. A camada exterior é áspera e tosca. Mas a camada interna, chamada de nácar, reluz em sua beleza translúcida, e aqui jaz a força da concha.

Os cientistas constataram que esta camada interior possui uma estrutura laminada, de tijolos e argamassa. Tendo apenas cerca de um mícron de largura (um milionésimo de metro), estes tijolos diminutos são ajuntados com argamassa fabricada pela própria orelha-do-mar, um poderoso adesivo que os cientistas ainda estão tentando descobrir o que é. Os cientistas dizem que as camadas dos tijolos microscópicos absorvem os impactos por deslizarem sobre as camadas adjacentes. Nesse ínterim, as camadas orgânicas da argamassa unem de algum modo as rachaduras que surgem com ligamentos especiais. Ao todo, a concha pode ter até cinco mecanismos para resistir à quebra!

Os cientistas estão tão impressionados pela notavelmente forte concha da orelha-do-mar que eles tentam criar técnicas similares na fabricação de resistente cerâmica.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Bruges - um pedaço da idade média preservado através do tempo

Bruges é uma das cidades mais belas da Europa. É com bons motivos que a UNESCO declarou em 2000 todo o centro histórico como patrimônio mundial.

Entre ruelas sinuosas e seus românticos canais você se imagina na idade média.





Os primeiros sinais de vida datam do segundo século. O nome de Bruges foi mencionado pela primeira vez entre 850 e 875.


O século 14 pode ser chamado de a idade de ouro da cidade de Bruges. Naquela época a cidade não tinha menos de 46.000 habitantes. Durante essa época muitos artistas importantes se estabeleceram em Bruges, incluindo pintores e arquitetos. Isso resultou num enorme enriquecimento da cidade em nível arquitetônico, artístico e cultural. O histórico salão da cidade é um bom exemplo disso, mas também muitas igrejas impressionantes e casas que datam daquela época.

 



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O espetacular Tassili N'Ajjer

Tassili N'Ajjer é uma cordilheira situada na Argélia. Boa parte protegida por um parque nacional. A água e o vento esculpiram paisagens espetaculares. É uma estranha paisagem lunar de desfiladeiros profundos, leitos de rios secos e "florestas de pedra '.







Por causa da altitude e das propriedades de retenção de água do solo de arenito a vegetação é um pouco mais rica do que o deserto ao redor. Houve um época em que o clima era muito mais úmido do que é hoje.



Parte do Deserto do Saara, o parque tem um clima completamente seco, com chuvas escassas, mas não se mistura com as dunas do Saara. Em vez disso o planalto rochoso se eleva acima dos mares de areia ao redor. Rico em história geológica e humana, Tassili n'Ajjer é um Patrimônio Mundial.





sábado, 15 de outubro de 2011

O grande lago Titicaca

 Onde fica o lago Titicaca?

Numa baixada na cordilheira dos Andes, se encontra o mais elevado corpo de água continental, navegável do mundo – o lago Titicaca. A 3.800 metros acima dos mar, o lago Titicaca é suprido por mais de 25 rios que, em sua maioria, descem os picos das montanhas cobertos de neve, alguns com mais de 6.400 metros de altura. Os seus 190 quilômetros de comprimento, e um máximo de 80 quilômetros de largura constitui parte da divisa entre o Peru, a oeste, e a Bolívia, a leste.



Ilhas flutuantes do lago Titicaca


ILHAS que flutuam? Sim, as ilhas nesse incomum lago na América do Sul flutuam. E há pessoas que vivem nelas.

Algumas das muitas ilhas do lago Titicaca são esteiras flutuantes feitas de totora seco, um tipo de papiro semelhante ao junco, que cresce em trechos mais rasos do lago. Os juncos brotam no leito do lago, atravessam muitos metros de água e se projetam metros acima da superfície da água. Para se fazer uma ilha, os juncos, com as raízes ainda no leito do lago, são envergados e entrelaçados de modo que formem uma plataforma, ou piso, como que de palha, que repousa sobre a superfície da água. Depois são comprimidos com barro e reforçados com hastes de junco cortadas. Os habitantes vivem em cabanas de junco construídas nas ilhas flutuantes de junco.


muito essas ilhas são habitadas. Os habitantes do lago fabricam suas famosas balsas: barcos fabricados com feixes de junco seco amarrados juntos, que lembram as pequenas embarcações de papiro com formato de meia-lua retratadas em antigos monumentos egípcios





Estas ilhas é o lar dos índios urus, uma tribo indígena ímpar.


domingo, 25 de setembro de 2011

Os ouvidos - Poderosa ferramenta da comunicação

O que você está ouvindo agora? Uma música? O ruído do ar condicionado? O barulho da rua? Pode ouvir vozes suficientemente bem para entender o que é dito? Como o coração, nossos ouvidos nunca param de trabalhar, mesmo quando estamos dormindo. Eles selecionam, analisam e decifram o que ouvimos, e o comunicam ao cérebro. Dentro de 16 cm centímetros cúbicos, nossos ouvidos utilizam princípios da acústica, da mecânica, da hidráulica, da eletrônica e da alta matemática para realizar o que fazem. Veja algumas coisas surpreendentes que os ouvidos podem fazer.
Nossos ouvidos conseguem lidar com uma diferença de intensidade de 10.000.000.000.000 de vezes, desde um sussurro ao trovejante ruído dum avião a jato alçando vôo. Em termos científicos, trata-se duma extensão de cerca de 130 decibéis.
Nossos ouvidos conseguem captar e focalizar-se numa conversa do outro lado duma sala cheia de pessoas, ou detectar uma nota errada tocada por um instrumento numa orquestra de cem músicos

Os ouvidos humanos conseguem detectar uma alteração até mesmo de apenas dois graus na direção duma fonte sonora. Fazem isto por perceber a diminuta diferença no tempo e na intensidade com que o som chega aos dois ouvidos. A diferença de tempo pode ser tão ínfima quanto dez milionésimos dum segundo, mas os ouvidos conseguem detectar isso e transmiti-lo ao cérebro.

Nossos ouvidos conseguem reconhecer e diferençar cerca de 400.000 sons. As ondas sonoras são analisadas automaticamente pelos mecanismos dos ouvidos. Então comparam com as que já estão gravados no nosso banco de memória. É desse modo que podemos dizer se uma nota musical é tocada por um violino ou por uma flauta, ou reconhecer a voz de quem está telefonando.
A orelha é a parte mais visível do ouvido. Talvez você se lembre de ter aprendido na escola que o ouvido se compõe de três partes: ouvido externo, médio e interno, como são chamadas. O ouvido externo consiste na famosa orelha composta de pele e cartilagem e no conduto auditivo que leva para dentro, ao tímpano. Os três menores ossos do corpo humano estão no ouvido médio — o malleus, o incus e o stapes, também conhecidos por martelo, bigorna e estribo, — formam uma ponte que liga o tímpano com a janela oval, o portal do ouvido interno. O ouvido interno se constitui de duas partes de aspecto estranho: o grupo de três canais semicirculares e a cóclea em forma de caracol.


O ouvido externo é responsável de captar as ondas no ar e induzi-las para as partes internas do ouvido. Mas, ele faz muito mais do que isso.


Já ficou imaginando se o formato convoluto do ouvido externo tem algum propósito específico? Os cientistas verificam que a cavidade no centro do ouvido externo e o conduto auditivo têm um formato tal que ressalta os sons, ou os faz ressoar, numa certa gama de freqüências. Como é que isso nos beneficia? Acontece que a maioria das características importantes dos sons da fala humana se situam mais ou menos na mesma gama. À medida que tais sons percorrem o ouvido externo e o conduto auditivo, eles são ampliados para cerca de duas vezes sua intensidade original. Trata-se de engenharia acústica de primeiríssima ordem!

O ouvido externo nos ajuda a localizar de onde vem o som que ouvimos. Os sons que chegam do lado esquerdo ou do direito da cabeça são identificados pela diferença de intensidade e de tempo de chegada aos dois ouvidos. Mas que dizer dos sons vindos de trás? De novo, entra em cena o formato do ouvido. O pavilhão auditivo possui uma forma tal que interage com os sons vindos de trás, causando uma perda na gama de 3.000 a 6.000 Hz. Isto altera o caráter do som, e o cérebro o interpreta como vindo de trás. Os sons vindos de cima da cabeça também são alterados, mas numa diferente faixa de freqüência.

A tarefa do ouvido médio é transformar a vibração acústica da onda sonora em vibração mecânica, e transmiti-la ao ouvido interno. O que ocorre nesta câmara do tamanho duma ervilha é verdadeiramente o sonho dum mecânico.

Contrário à noção de que os sons elevados provocam significativos movimentos do tímpano, as ondas sonoras, na realidade, só fazem isso em doses microscópicas. Tal movimento ínfimo dificilmente basta para causar uma reação do ouvido interno, cheio de fluidos. O modo como este obstáculo é transposto demonstra, mais uma vez, o engenhoso design do ouvido.

O sistema articulado dos três ossículos do ouvido médio não só é sensível, mas também eficiente. Funcionando como sistema de alavanca, amplia quaisquer forças que chegam em cerca de 30 por cento. Ademais, a área do tímpano é cerca de 20 vezes maior do que a plataforma do estribo. Assim, a força exercida sobre o tímpano se concentra numa área bem menor na janela oval. Estes dois fatores juntos amplificam a pressão no tímpano em vibração de 25 a 30 vezes mais na janela oval, exatamente o suficiente para movimentar o líquido da cóclea.

Nota que um resfriado nasal às vezes afeta sua audição? Isto se dá porque a operação correta do tímpano exige que seja igual a pressão sobre ambas as faces. Normalmente esta é mantida por um pequeno respiradouro, chamado de trompa de Eustáquio, que liga o ouvido médio com a parte de trás da via nasal. Esta trompa se abre toda vez que engolimos e alivia qualquer pressão acumulada no ouvido médio.

Da janela oval, chegamos ao ouvido interno. As três alças mutuamente perpendiculares, chamadas de canais semicirculares, habilitam-nos a manter o equilíbrio e a coordenação. É na cóclea, contudo, que realmente se começa a ouvir.

A cóclea (do grego ko•khlí•as, caracol) é basicamente um conjunto de três dutos ou canais cheios de líquido, enroscados em espiral como a carapaça duma caracol. Dois dos dutos estão ligados no ápice da espiral. Quando a janela oval, na base da espiral, é movimentada pelo estribo, ela se movimenta para dentro e para fora como um pistão, gerando ondas de pressão hidráulica no líquido. À medida que tais ondas vão e voltam do ápice, elas fazem com que ondulem as membranas que separam os dutos.

Junto a uma dessas membranas, conhecida como membrana basilar, acha-se o altamente sensível órgão de Corti, assim chamado em honra a Alfonso Corti, que em 1851 descobriu este verdadeiro centro da audição. Sua parte-chave consiste em fileiras de sensórias células ciliadas, cerca de 15.000 ou mais. Destas células ciliadas, milhares de fibras nervosas transmitem informações sobre a freqüência, a intensidade e o timbre do som ao cérebro, onde ocorre a sensação da audição.
O ouvido externo é responsável de captar as ondas no ar e induzi-las para as partes internas do ouvido. Mas, ele faz muito mais do que isso.


Já ficou imaginando se o formato convoluto do ouvido externo tem algum propósito específico? Os cientistas verificam que a cavidade no centro do ouvido externo e o conduto auditivo têm um formato tal que ressalta os sons, ou os faz ressoar, numa certa gama de freqüências. Como é que isso nos beneficia? Acontece que a maioria das características importantes dos sons da fala humana se situam mais ou menos na mesma gama. À medida que tais sons percorrem o ouvido externo e o conduto auditivo, eles são ampliados para cerca de duas vezes sua intensidade original. Trata-se de engenharia acústica de primeiríssima ordem!

O ouvido externo nos ajuda a localizar de onde vem o som que ouvimos. Os sons que chegam do lado esquerdo ou do direito da cabeça são identificados pela diferença de intensidade e de tempo de chegada aos dois ouvidos. Mas que dizer dos sons vindos de trás? De novo, entra em cena o formato do ouvido. O pavilhão auditivo possui uma forma tal que interage com os sons vindos de trás, causando uma perda na gama de 3.000 a 6.000 Hz. Isto altera o caráter do som, e o cérebro o interpreta como vindo de trás. Os sons vindos de cima da cabeça também são alterados, mas numa diferente faixa de freqüência.

A tarefa do ouvido médio é transformar a vibração acústica da onda sonora em vibração mecânica, e transmiti-la ao ouvido interno. O que ocorre nesta câmara do tamanho duma ervilha é verdadeiramente o sonho dum mecânico.

Contrário à noção de que os sons elevados provocam significativos movimentos do tímpano, as ondas sonoras, na realidade, só fazem isso em doses microscópicas. Tal movimento ínfimo dificilmente basta para causar uma reação do ouvido interno, cheio de fluidos. O modo como este obstáculo é transposto demonstra, mais uma vez, o engenhoso design do ouvido.

O sistema articulado dos três ossículos do ouvido médio não só é sensível, mas também eficiente. Funcionando como sistema de alavanca, amplia quaisquer forças que chegam em cerca de 30 por cento. Ademais, a área do tímpano é cerca de 20 vezes maior do que a plataforma do estribo. Assim, a força exercida sobre o tímpano se concentra numa área bem menor na janela oval. Estes dois fatores juntos amplificam a pressão no tímpano em vibração de 25 a 30 vezes mais na janela oval, exatamente o suficiente para movimentar o líquido da cóclea.

Nota que um resfriado nasal às vezes afeta sua audição? Isto se dá porque a operação correta do tímpano exige que seja igual a pressão sobre ambas as faces. Normalmente esta é mantida por um pequeno respiradouro, chamado de trompa de Eustáquio, que liga o ouvido médio com a parte de trás da via nasal. Esta trompa se abre toda vez que engolimos e alivia qualquer pressão acumulada no ouvido médio.

Da janela oval, chegamos ao ouvido interno. As três alças mutuamente perpendiculares, chamadas de canais semicirculares, habilitam-nos a manter o equilíbrio e a coordenação. É na cóclea, contudo, que realmente se começa a ouvir.

A cóclea (do grego ko•khlí•as, caracol) é basicamente um conjunto de três dutos ou canais cheios de líquido, enroscados em espiral como a carapaça duma caracol. Dois dos dutos estão ligados no ápice da espiral. Quando a janela oval, na base da espiral, é movimentada pelo estribo, ela se movimenta para dentro e para fora como um pistão, gerando ondas de pressão hidráulica no líquido. À medida que tais ondas vão e voltam do ápice, elas fazem com que ondulem as membranas que separam os dutos.

Junto a uma dessas membranas, conhecida como membrana basilar, acha-se o altamente sensível órgão de Corti, assim chamado em honra a Alfonso Corti, que em 1851 descobriu este verdadeiro centro da audição. Sua parte-chave consiste em fileiras de sensórias células ciliadas, cerca de 15.000 ou mais. Destas células ciliadas, milhares de fibras nervosas transmitem informações sobre a freqüência, a intensidade e o timbre do som ao cérebro, onde ocorre a sensação da audição.
Nosso ouvidos talvez não sejam os mais aguçados ou mais sensíveis dos ouvidos, mas eles são os mais apropriados para realizar uma de nossas maiores necessidades – a necessidade da comunicação. Eles foram projetados para responder especialmente bem às características dos sons da fala humana. Os bebezinhos precisam ouvir o som da voz de sua mãe a fim de crescerem devidamente. E, à medida que vão crescendo, precisam ouvir os sons de outros humanos, se hão de desenvolver suas faculdades da fala. Seus ouvidos lhes permitem discernir as sutis inflexões tonais de cada língua com tanta precisão que eles crescem falando-a como só um natural do país consegue falar.
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